Uma equipe internacional de cientistas, incluindo os brasileiros Eduardo Cypriano e Laerte Sodré Junior, conseguiu compreender parte do complexo processo de formação de agrupamentos de galáxias por meio de análise do aglomerado conhecido como Abell 2744, que ganhou o apelido de Aglomerado de Pandora.
No estudo, os cientistas utilizaram informações obtidas pelo Telescópio Espacial Hubble, o Telescópio Subaru, pelo Observatório Espacial Chandra e do Very Large Telescope (VLT). Foi trabalhando com este último, no Chile, que o professor do Istituto de Astronomia, Geofísica e Ciência Atmosférica da USP, Eduardo Cypriano, desenvolveu seu trabalho de doutorado em 2004. Na ocasião, ele mediu a massa e observou sua distribuição em 24 aglomerados de galáxias, uma delas era o Abell 2744.
Estes dados foram importantes para o novo estudo, divulgado nesta terça-feira pela Organização Europeia para a Pesquisa Astronômica no Hemisfério Sul (ESO), e conduzidos por Julian Merten, da Universidade de Heidelberg (Alemanha), por Daniel Coe, do Instituto Científico do Telescópio Espacial, e mais um grupo de 16 pesquisadores.
"Foram feitas imagens mais profundas deste aglomerado (Abell 2744) usando o Hubble, então foi possível fazer um mapeamento da distribuição de massa de maneira muito precisa, mas a área observada foi muito pequena," explica Eduardo Cypriano. "Por isso ficou faltando elementos para entender o que aconteceu com o aglomerado. Como este grupo precisava de uma visão de maior escala, eles nos procuraram."
De acordo com o novo estudo, a estrutura analisada é formada por galáxias (5%), gás (20%) e matéria escura (75%). Os resultados desta pesquisa ajudam a entender como estes aglomerados se formam, como os diversos elementos do universo interagem e como a matéria escura influencia este processo, o que, por sua vez, ajuda a compreender este componente ainda tão obscuro da ciência.
De acordo com as observações, o Aglomerado de Pandora passou por um processo de formação que durou cerca de 350 milhões de anos e é o resultado da colisão de pelo menos quatro subestruturas, que seriam grupos de galáxias.
"Algumas destas subestruturas não estavam na área que o Hubble observou, então, para incluí-las no modelo deste aglomerado, foi necessário usar os nossos dados do VLT," diz Eduardo.
Estudo brasileiro
O aglomerado Abell 2744 foi apenas um dos 24 objetos analisados por Eduardo Cypriano para a tese de doutorado, que foi orientada pelo também professor da USP Laerte Sodré Júnior. Os profissionais divulgaram um artigo sobre as descobertas relativas à massa e a distribuição da mesma em um artigo intitulado "Distribuição de massa em 24 aglomerados de Abell ricos em raios X determinado pelo efeito fraco de lentes gravitacionais" (Weak-Lensing Mass Distributions for 24 X-Ray Abell Clusters).
Para esta pesquisa foi usada a técnica chamada lentes gravitacionais fracas, que permite estudar a distribuição da massa a partir da distorção provocada pela ação gravitacional na imagem de corpos cósmicos mais distantes.
Aqui, o aglomerado Abell 2744 chamou atenção porque demonstrou desequilíbrio no potencial gravitacional. "Ele apresentava várias evidência de que tinha passado por processos de fusão há pouco tempo," diz Eduardo explicando que todos os aglomerados se formam a partir de fusões. Este indício antecipou o estudo de Merten e dos demais cientistas de que esta estrutura em particular foi formada por meio de colisões de subestruturas.
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Imagens da Lua com mais definição!
A Nasa (agência espacial americana) apresentou nesta terça-feira a imagem mais completa feita até agora da Lua, graças aos dados transmitidos pela sonda LRO (Obitador de Reconhecimento Lunar).
Com os 192 terabytes de dados coletados pelos sete instrumentos que compõem a sonda, a LRO configurou a imagem mais precisa do satélite natural da Terra.
Como curiosidade, a Nasa explicou que essa quantidade de informação equivale a cerca de 41 mil DVDs.
"Esta é uma grande conquista", garantiu Douglas Cooke, diretor-adjunto do ESMD (Diretório de Missões de Sistemas de Prospecção) da Nasa em entrevista à imprensa em Washington.
O objetivo principal da missão era buscar possíveis locais para o pouso de naves tripuladas que pudessem viajar no futuro e permitir uma prospecção "segura" e "efetiva" da Lua, mas a missão "mudou nossa compreensão científica", disse Michael Wargo, cientista-chefe de pesquisas da Lua do ESMD.
O Lola (Altímetro Laser do Orbitador Lunar) realizou mais de 4 bilhões de medições, cem vezes mais que todos os dados enviados até agora por todos artefatos empregados pela Nasa para investigar a Lua, e que abrem "um mundo de possibilidades" para o futuro da ciência.
Outro instrumento, a LROC (Câmera do Orbitador de Reconhecimento Lunar), revelou imagens detalhadas de quase 5,7 milhões de quilômetros quadrados da superfície da Lua durante a fase de prospecção. A nitidez das imagens transmitidas permite distinguir detalhes nunca antes vistos.
"Com esta resolução, o LRO facilmente poderia detectar uma mesa de piquenique na Lua", disse o cientista do projeto Richard Vondrak, do Centro de Voo Espacial Goddard da Nasa em Greenbelt, Maryland.
Os dados apresentados nesta terça-feira representam a fase de prospecção da missão, mas ainda restam dois anos de pesquisa. "Mais dois anos de maravilhas científicas estão por vir", prometeu Vondrak.
Com os 192 terabytes de dados coletados pelos sete instrumentos que compõem a sonda, a LRO configurou a imagem mais precisa do satélite natural da Terra.
Como curiosidade, a Nasa explicou que essa quantidade de informação equivale a cerca de 41 mil DVDs.
"Esta é uma grande conquista", garantiu Douglas Cooke, diretor-adjunto do ESMD (Diretório de Missões de Sistemas de Prospecção) da Nasa em entrevista à imprensa em Washington.
O objetivo principal da missão era buscar possíveis locais para o pouso de naves tripuladas que pudessem viajar no futuro e permitir uma prospecção "segura" e "efetiva" da Lua, mas a missão "mudou nossa compreensão científica", disse Michael Wargo, cientista-chefe de pesquisas da Lua do ESMD.
O Lola (Altímetro Laser do Orbitador Lunar) realizou mais de 4 bilhões de medições, cem vezes mais que todos os dados enviados até agora por todos artefatos empregados pela Nasa para investigar a Lua, e que abrem "um mundo de possibilidades" para o futuro da ciência.
Outro instrumento, a LROC (Câmera do Orbitador de Reconhecimento Lunar), revelou imagens detalhadas de quase 5,7 milhões de quilômetros quadrados da superfície da Lua durante a fase de prospecção. A nitidez das imagens transmitidas permite distinguir detalhes nunca antes vistos.
Os dados apresentados nesta terça-feira representam a fase de prospecção da missão, mas ainda restam dois anos de pesquisa. "Mais dois anos de maravilhas científicas estão por vir", prometeu Vondrak.
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Estrelas anãs brancas ajudam a prever o fim do sistema solar!
Um estudante do Departamento de Física e Astronomia, Nathan Dickinson, está pesquisando a composição química das anãs brancas para o seu trabalho de doutorado com particular interesse nos elementos pesados dentro e em volta delas, que são compostas principalmente por hidrogênio e hélio.
"Sendo este o estágio final do ciclo da vida da maioria das estrelas, as anãs brancas estão entre os corpos celestes mais antigos da galáxia, então elas podem nos dizer o que havia nos antigos sistemas solares. Sendo que o Sol irá acabar como uma anã branca, isso nos mostraria o que poderia acontecer com o nosso sistema solar," explica Nathan.
Uma das questões que Nathan espera conseguir responder é sobre a origem do material extra encontrado em algumas anãs brancas mais quentes, uma das hipóteses é que trata-se de material vindo de antigos planetas que estavam no mesmo sistema que as anãs brancas. "Entender se o material extra nas anãs brancas mais quentes vem de planetas é importante. Isso pode nos dar uma ideia de como estes antigos sistemas planetários evoluíram enquanto as estrelas envelheciam, então teremos um cenário completo sobre como um sistema solar morre", diz Nathan.
"Sendo este o estágio final do ciclo da vida da maioria das estrelas, as anãs brancas estão entre os corpos celestes mais antigos da galáxia, então elas podem nos dizer o que havia nos antigos sistemas solares. Sendo que o Sol irá acabar como uma anã branca, isso nos mostraria o que poderia acontecer com o nosso sistema solar," explica Nathan.
Uma das questões que Nathan espera conseguir responder é sobre a origem do material extra encontrado em algumas anãs brancas mais quentes, uma das hipóteses é que trata-se de material vindo de antigos planetas que estavam no mesmo sistema que as anãs brancas. "Entender se o material extra nas anãs brancas mais quentes vem de planetas é importante. Isso pode nos dar uma ideia de como estes antigos sistemas planetários evoluíram enquanto as estrelas envelheciam, então teremos um cenário completo sobre como um sistema solar morre", diz Nathan.
NASA divulga novas imagens de Mercúrio!
A sonda Messenger, primeira da história a entrar na órbita de Mercúrio, trouxe à Nasa dezenas de milhares de imagens precisas, antes disponíveis apenas em baixa resolução. A nave está girando em torno do planeta desde 18 de março desse ano. Com o novo material, algumas teorias foram confirmadas, mas também houve surpresas para os astrônomos.
Medições da composição química da superfície oferecem explicações para a origem do planeta e sua história geológica. Mapas da topografia e do campo magnético dão novas ferramentas para a compreensão dos processos dinâmicos em seu interior.
Na superfície do planeta mais próximo ao Sol, depósitos no fundo de crateras chamaram a atenção dos pesquisadores. A análise das imagens os levou à conclusão de que esses depósitos são grupos de buracos irregulares, com tamanho de centenas de metros, ou até mesmo de alguns quilômetros. "A aparência recortada dessas formações não se parece com nada que tenhamos visto antes em Mercúrio ou na Lua", disse Brett Denevi, membro da equipe responsável pelas imagens.
Os cientistas perceberam ainda que a superfície do planeta não é dominada por rochas ricas em feldspato - ao contrário do que acontece na Lua. Outra característica da composição química da superfície é a grande quantidade de enxofre. Quanto à topografia, as altitudes medidas variam em mais de nove quilômetros.
A Messenger captou ainda a emissão de partículas energia na magnetosfera de Mercúrio, que lembra a da Terra. "Nossa missão ainda vai durar mais três anos de Mercúrio [pouco menos de nove meses da Terra], e ainda podemos esperar mais surpresas, à medida que o planeta mais central do Sistema Solar revela segredos guardados há muito tempo", disse Sean Solomon, que chefia as pesquisas do projeto.
Medições da composição química da superfície oferecem explicações para a origem do planeta e sua história geológica. Mapas da topografia e do campo magnético dão novas ferramentas para a compreensão dos processos dinâmicos em seu interior.
Na superfície do planeta mais próximo ao Sol, depósitos no fundo de crateras chamaram a atenção dos pesquisadores. A análise das imagens os levou à conclusão de que esses depósitos são grupos de buracos irregulares, com tamanho de centenas de metros, ou até mesmo de alguns quilômetros. "A aparência recortada dessas formações não se parece com nada que tenhamos visto antes em Mercúrio ou na Lua", disse Brett Denevi, membro da equipe responsável pelas imagens.
Os cientistas perceberam ainda que a superfície do planeta não é dominada por rochas ricas em feldspato - ao contrário do que acontece na Lua. Outra característica da composição química da superfície é a grande quantidade de enxofre. Quanto à topografia, as altitudes medidas variam em mais de nove quilômetros.
A Messenger captou ainda a emissão de partículas energia na magnetosfera de Mercúrio, que lembra a da Terra. "Nossa missão ainda vai durar mais três anos de Mercúrio [pouco menos de nove meses da Terra], e ainda podemos esperar mais surpresas, à medida que o planeta mais central do Sistema Solar revela segredos guardados há muito tempo", disse Sean Solomon, que chefia as pesquisas do projeto.
Descoberta Nebulosa do LANTERNA VERDE?!
Parece brincadeira mas segundo a NASA é sério!
A imagem divulgada ontem realmente aqueceu os corações dos nerds ao redor do mundo apresentando uma nebulosa verde – a RCW 120 – que, segundo os próprios cientistas, lembra o anel do Lanterna Verde.
E eles não pararam por ai, construindo toda a explicação sobre a nebulosa traçando um paralelo com os quadrinhos. Segundo a nota, o Telescópio Spitzer já encontrou inúmeras “bolhas” como essa, “assim como os Guardiães de Oa selecionaram muitos seres para servirem como Lanternas Verdes e patrulharem diferentes setores do espaço.”
Eles também explicaram que nas HQs, “os guardiães do Planeta Oa forjaram o anel do Lanterna Verde, mas os astrônomos acreditam que anéis como esse são esculpidos pela poderosa luz das estrelas gigantes O, o maior tipo de estrela conhecida até o momento.”
Falando sério, a nebulosa RCW 120 está localizada na constelação de Escorpião e só pode ser vista brilhando em infravermelho (comprimento de onda que não é captado pelo olho humano) através dos sensores do Telescópio Spitzer.
Anéis como esse são tão comuns que os astrônomos estão pedindo ajuda para o público no trabalho de encontrá-los e catalogá-los entre os dados do Spitzer. Se interessou? Vai lá no projeto The Milky Way .
A imagem divulgada ontem realmente aqueceu os corações dos nerds ao redor do mundo apresentando uma nebulosa verde – a RCW 120 – que, segundo os próprios cientistas, lembra o anel do Lanterna Verde.
E eles não pararam por ai, construindo toda a explicação sobre a nebulosa traçando um paralelo com os quadrinhos. Segundo a nota, o Telescópio Spitzer já encontrou inúmeras “bolhas” como essa, “assim como os Guardiães de Oa selecionaram muitos seres para servirem como Lanternas Verdes e patrulharem diferentes setores do espaço.”
Eles também explicaram que nas HQs, “os guardiães do Planeta Oa forjaram o anel do Lanterna Verde, mas os astrônomos acreditam que anéis como esse são esculpidos pela poderosa luz das estrelas gigantes O, o maior tipo de estrela conhecida até o momento.”
Falando sério, a nebulosa RCW 120 está localizada na constelação de Escorpião e só pode ser vista brilhando em infravermelho (comprimento de onda que não é captado pelo olho humano) através dos sensores do Telescópio Spitzer.
Anéis como esse são tão comuns que os astrônomos estão pedindo ajuda para o público no trabalho de encontrá-los e catalogá-los entre os dados do Spitzer. Se interessou? Vai lá no projeto The Milky Way .
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Uma das maiores explosões espaciais já registradas!!!
A colisão entre uma estrela e um enorme buraco negro provocou uma das maiores explosões espaciais jamais registradas, cujo brilho viajou por 3,8 milhões de anos luz até chegar à Terra, segundo estudo publicado nesta quinta-feira pela revista Science.
No momento da descoberta, os cientistas estudaram a origem de um feixe de raios gama observado a partir de um satélite da Nasa (agência espacial americana) e, inicialmente, pensaram que podia se tratar de uma explosão de raios gama, mas a persistência da luminosidade e o fato de ter se reativado três vezes em apenas 48 horas, levou os pesquisadores a buscar outra hipótese.
"Era algo totalmente diferente de qualquer explosão que tivéssemos visto antes", disse em comunicado Joshua Bloom, cientista da Universidade de Berkeley e um dos principais autores do estudo.
Bloom sugeriu que a causa poderia ser a queda de uma estrela do tamanho do Sol em um buraco negro um milhão de vezes maior, o que gerou "uma quantidade tremenda de energia ao longo de muito tempo", em um fenômeno "que ainda persiste dois meses e meio depois", acrescentou.
"Isso acontece porque o buraco negro rasga a estrela, sua massa gira em espiral e este processo libera muitíssima energia", explicou o cientista.
Cerca de 10% da massa dessa estrela se transformou em energia irradiada, como raios X e gama, que podiam ser vistos na Terra, uma vez que o feixe de luz apontava para a Via Láctea, segundo o estudo.
Ao repassar o histórico de explosões na Constelação de Draco, onde foi observado o fenômeno, os cientistas determinaram que o acontecimento foi "excepcional", já que não encontraram indícios de outras emissões de raios X ou gama.
O mais fascinante, segundo Bloom, é que o fenômeno começou em um buraco negro em repouso, que não estava atraindo matéria. "Isto poderia acontecer em nossa própria galáxia, onde há um buraco negro que vive em quietude e que fervilha ocasionalmente, quando absorve um pouco de gás", garantiu.
No entanto, Bloom ressaltou que seria uma surpresa ver outro fenômeno similar no céu "na próxima década".
A explosão é algo "nunca visto" até agora na longitude de onda dos raios gama, por isso o mais provável é que só aconteça "uma vez a cada 100 milhões de anos, em qualquer galáxia", calculou o cientista.
O estudo estima que as emissões de raios gama, que começaram entre os dias 24 e 25 de março em uma galáxia não identificada a cerca de 3,8 milhões de anos luz, vão se dissipar ao longo do ano.
"Acreditamos que o fenômeno foi detectado em seu momento de maior brilho, e se realmente for uma estrela destruída por um buraco negro, podemos dizer que nunca voltará a ocorrer nessa galáxia", concluiu Bloom.
No momento da descoberta, os cientistas estudaram a origem de um feixe de raios gama observado a partir de um satélite da Nasa (agência espacial americana) e, inicialmente, pensaram que podia se tratar de uma explosão de raios gama, mas a persistência da luminosidade e o fato de ter se reativado três vezes em apenas 48 horas, levou os pesquisadores a buscar outra hipótese.
"Era algo totalmente diferente de qualquer explosão que tivéssemos visto antes", disse em comunicado Joshua Bloom, cientista da Universidade de Berkeley e um dos principais autores do estudo.
Bloom sugeriu que a causa poderia ser a queda de uma estrela do tamanho do Sol em um buraco negro um milhão de vezes maior, o que gerou "uma quantidade tremenda de energia ao longo de muito tempo", em um fenômeno "que ainda persiste dois meses e meio depois", acrescentou.
"Isso acontece porque o buraco negro rasga a estrela, sua massa gira em espiral e este processo libera muitíssima energia", explicou o cientista.
Cerca de 10% da massa dessa estrela se transformou em energia irradiada, como raios X e gama, que podiam ser vistos na Terra, uma vez que o feixe de luz apontava para a Via Láctea, segundo o estudo.
Ao repassar o histórico de explosões na Constelação de Draco, onde foi observado o fenômeno, os cientistas determinaram que o acontecimento foi "excepcional", já que não encontraram indícios de outras emissões de raios X ou gama.
O mais fascinante, segundo Bloom, é que o fenômeno começou em um buraco negro em repouso, que não estava atraindo matéria. "Isto poderia acontecer em nossa própria galáxia, onde há um buraco negro que vive em quietude e que fervilha ocasionalmente, quando absorve um pouco de gás", garantiu.
No entanto, Bloom ressaltou que seria uma surpresa ver outro fenômeno similar no céu "na próxima década".
A explosão é algo "nunca visto" até agora na longitude de onda dos raios gama, por isso o mais provável é que só aconteça "uma vez a cada 100 milhões de anos, em qualquer galáxia", calculou o cientista.
O estudo estima que as emissões de raios gama, que começaram entre os dias 24 e 25 de março em uma galáxia não identificada a cerca de 3,8 milhões de anos luz, vão se dissipar ao longo do ano.
"Acreditamos que o fenômeno foi detectado em seu momento de maior brilho, e se realmente for uma estrela destruída por um buraco negro, podemos dizer que nunca voltará a ocorrer nessa galáxia", concluiu Bloom.
Rosto de Gandhi em Marte!
A nova "descoberta" é um rosto que lembra o líder pacifista Mahatma Gandhi.
A localização do que seria o rosto de Gandhi é de autoria de um italiano, Matteo Ianneo.
Ele diz ter também identificado vegetação, entradas de túneis subterrâneos e ruínas de uma cidade.
Na opinião dele esses são "Sinais" da existência de uma civilização extraterrestre, que teria habitado Marte em algum momento do passado.
Não é a primeira vez que imagens como essas são vistas em Marte. O assunto já rendeu diversos livros nas últimas décadas.
Outro exemplo é a face de Marte, famosa durante os anos 70.
Imagens da sonda Viking 1, que fotografou o planeta, confirmaram que o rosto misterioso em solo marciano era, na verdade, uma ilusão de ótica provocada por uma colina comum. O de Gandhi provavelmente deve se enquadrar na mesma categoria.
Quem quiser conferir as coordenadas no google earth são: 33°12'18.64"N 12°56'10.95"O (Em marte, óbviamente).
A localização do que seria o rosto de Gandhi é de autoria de um italiano, Matteo Ianneo.
Ele diz ter também identificado vegetação, entradas de túneis subterrâneos e ruínas de uma cidade.
Na opinião dele esses são "Sinais" da existência de uma civilização extraterrestre, que teria habitado Marte em algum momento do passado.
Não é a primeira vez que imagens como essas são vistas em Marte. O assunto já rendeu diversos livros nas últimas décadas.
Outro exemplo é a face de Marte, famosa durante os anos 70.
Imagens da sonda Viking 1, que fotografou o planeta, confirmaram que o rosto misterioso em solo marciano era, na verdade, uma ilusão de ótica provocada por uma colina comum. O de Gandhi provavelmente deve se enquadrar na mesma categoria.
Quem quiser conferir as coordenadas no google earth são: 33°12'18.64"N 12°56'10.95"O (Em marte, óbviamente).
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